terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Barco Negro

"Imagine... A woman... Completely dressing black, in the middle of the beach... A little bit far at the sea, she sees the boat where her love is going away. Deeply in her soul she wants to believe that one day she's going to hold him. But the back she has the whole woman saying to hurry "He won't come back, he won't come back". She starts crying, she starts feeling a big pain inside, she starts singing like this..."

Mariza - Barco Negro

"São loucas, são loucas, loucas...

Eu sei meu amor
Que nem chegaste a partir
Pois tudo em meu redor me diz
Que estás sempre comigo

De manhã que medo que me achasses feia
Acordei tremendo deitada na areia
Mas logo os teus olhos disseram que não
E o sol penetrou no meu coração

Vi depois de uma rocha uma cruz
E o teu barco negro dançava na luz
E o teu braço acenando entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia que não voltas

São loucas, loucas

Eu sei meu amor
Que nem chegaste a partir
Pois tudo em meu redor me diz
Que estás sempre comigo"

domingo, 19 de dezembro de 2010

Cinco sentidos, uma imaginação...

Imagino-me nos olhos daqueles que não conseguem observar,
Imagino-me na pele daqueles que não conseguem tocar,
Imagino-me nos ouvidos daqueles que não conseguem escutar, 
Imagino-me no nariz daqueles que não conseguem cheirar,
Imagino-me na língua daqueles que não conseguem saborear.

Olho à minha volta e vejo
Que o mundo é mesmo assim
E se fossemos todos iguais,
Ninguém gostaria de mim.

Olho à minha volta e tento perceber
O porquê de tudo acontecer
A beleza do silêncio, enfim
Que não se ouve, mas se escuta, sim.

Olha à tua volta e tenta tu perceber
O que é que o mundo te quer dizer.
Num simples sorriso se pode afirmar:
A beleza do mundo não se esconde no mar.

E se tu julgas que é tão simples assim
Pensa melhor pois o mar não tem fim.
No simples pairar das nuvens do céu
Podes encontrar uma noiva com um véu.

Porque sem imaginação o mundo não é feliz
Aprende com a natureza, sê o seu aprendiz.
Mesmo que nem sempre a consigas observar
Olha bem fundo, sente o seu respirar.
 

domingo, 12 de dezembro de 2010

Love Hurts

Continuo aqui, a escrever neste blogue, sobre a minha vida e os meu sentimentos. Continuo infeliz, continuo a amar sem ser amada, continuo a sofrer. A querer muito mais do que aquilo que posso ter, a querer muito mais do que já alguma vez tive, a querer muito mais do que já alguma vez quis. Continuo aqui, a tentar chamar a atenção, e a ser ignorada uma vez e outra, entrando no esquecimento de todos os que passam. Continuo aqui, a olhar para o vazio, a pensar no que poderia ter sido, mas não foi. No que poderia ter acontecido, mas não aconteceu. No que temia que acontecesse e aconteceu. Nos erros que jurei não cometer e cometi. Continuo aqui, a olhar para as estrelas, a sentir o vento que me faz ver que estou sozinha, a sentir os arrepios que me fazem não querer estar sozinha, a observar a escuridão no céu imenso, a observar a Lua e a imaginar como seria se aquela pessoa estivesse ali... Continuo aqui, mais um dia, a observar o lindo pôr do sol, e mais uma vez a desejar não estar sozinha, a imaginar aquela pessoa ao meu lado, a imaginar o seu toque suave, o seu olhar maravilhado e o seu beijo apaixonado. Continuo aqui, a sonhar alto, alucinando, imaginando, querendo. A amar sem ser amada, a querer e a ser ignorada, a desejar e a ser rejeitada.

Believe me, Love Hurts!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sexualidade

    Hoje, como em quase todos os dias, cheguei atrasada às aulas. A minha primeira aula da manhã foi de Ciências Naturais. Assim que cheguei à sala dei de caras com uma enfermeira que veio à nossa escola para nos falar sobre a sexualidade... A primeira coisa que ela disse foi: "Todos sabem o que é a sexualidade, certo?" Toda a turma respondeu que sim. Em seguida, a enfermeira Rosa disse: "Se todos sabem, alguém me consegue dar uma definição de sexualidade?" Ninguém se manifestou... Então, ela escreveu a palavra sexualidade no quadro, e perguntou palavras relacionadas com ela. Um dos meus colegas disse logo o sexo e, em seguida, disse amor. Então, ela perguntou: "Porque é que referiste o amor?" Ele respondeu: "Porque normalmente, quando existe sexo existe amor, mas não é preciso amor para haver sexo." Ela concordou. A palavra seguinte foi órgãos sexuais, mas isso não é preciso explicar porquê (acho eu!). Em seguida, alguém referiu a palavra prazer. E ela disse: "Ok, prazer. Para ti o que é o prazer?" O meu colega respondeu: "Então... para mim prazer é sentirmo-nos bem a fazer qualquer coisa, é sentirmo-nos satisfeitos". Ela disse: "Ah, então já temos outra palavra... satisfação." (Nesta altura ela falou muito sobre a nossa vida desde que somos bebés até à adolescência e referiu várias situações em que provou que os nossos motivos para nos sentirmos satisfeitos mudam durante toda a nossa vida, mas que ela existe a partir do momento em que nascemos. Por exemplo: Um bebé, quando quer comer, chora. É a sua maneira de avisar a mãe que precisa de qualquer coisa naquele momento para se sentir satisfeito). Em seguida, alguém referiu a palavra relações. A enfermeira Rosa disse: "Relações, muito bem! Mas existem vários tipos de relações, não existem?" E vários elementos da turma começaram a referi-las: Relações amorosas, Relações de amizade, relações fraternas, relações com os pais, relações sexuais... A palavra seguinte foi gravidez e falámos um pouco sobre um caso de uma colega nossa que engravidou com 14 anos, mas isso agora não interessa. A última palavra foram as DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis (e, mais uma vez, acho que não é preciso explicá-las). Depois das palavras todas explicadas, a enfermeira Rosa perguntou: "E vocês não acham que tuuuuuudo isto faz parte da sexualidade?" Toda a turma parou e reflectiu... Passados uns longos 6 segundos, todos começaram a dizer que sim. Pouco depois ela disse: "A OMS (Organização Mundial de Saúde) define a sexualidade como uma força, pois,  é mais que sexo, é mais que um sentimento, é um conjunto de variadíssimas coisas que no final formam a sexualidade." Todos concordaram.

   
    Para mim, a sexualidade é algo extremamente complexo e extremamente difícil de explicar, mas, com algum esforço e paciência, não é impossível. Mesmo assim, a sexualidade não se resume a isto e, se pensarmos bem, há sempre alguma coisa que nos falhou e que se pode integrar na sexualidade.

P.S. Eu sei que o Post está enoooorme e que parece muuito chato, mas acho que deviam ler, pois é extremamente importante e interessante.

Abraça-me

Abraça-me... como se não houvesse amanhã.
Abraça-me... como se eu fosse a última rapariga do mundo.
Abraça-me... como se eu fosse tua prima.
Abraça-me... como se eu fosse a tua melhor amiga.
Abraça-me... como se me amasses do fundo do coração.
Abraça-me... como se não me visses à uma eternidade.
Abraça-me... como se eu fosse tua irmã.
Abraça-me... como se estivesses feliz por alguma razão.



Seja pela razão que for... Abraça-me!

domingo, 21 de novembro de 2010

Skateboarding





Yep, I LOVE Skateboarding. I think it's just amazing! With a skate and good sneakers we can almost fly! It's really awesome! But this is just my opinion.

Falta de Educação

Nas últimas semanas tenho andado a reparar que as crianças hoje em dia são extremamente mal educadas...



Por exemplo: No outro dia na minha escola, depois do meu treino de volley, decidi ir ao bar comprar algo para comer. À minha frente estava uma rapazinho, algures entre os 6 e 8 anos, que estava a perguntar à senhora quanto custava uma goma. A senhora dise que custava 5 cêntimos. Então, o rapazinho disse: "Ah, eu tenho 10 cêntimos, dá para comprar uma goma!"... E eu, com todas as boas intenções do mundo, disse-lhe: "Olha, 10 cêntimos dá para comprar duas gomas." Ele respondeu-me logo: "Eu sei, pensas que eu não sou bom a matemática?!?!?!" ...

São este tipo de situações que me levam a pensar que os miúdos hoje em dia sofrem de uma extrema falta de educação e de excesso de mimos... Mas isto é só a minha opinião.